Trump ameaça confiscar petróleo iraniano se cessar-fogo falhar

mostrandopravoce@gmail.com
3 Leitura mínima
Disclosure: This website may contain affiliate links, which means I may earn a commission if you click on the link and make a purchase. I only recommend products or services that I personally use and believe will add value to my readers. Your support is appreciated!

Escalada verbal de Washington pressiona Teerã a aceitar trégua relâmpago

Donald Trump declarou que espera selar um cessar-fogo com o Irã até a próxima segunda-feira, mas advertiu que pode confiscar o petróleo do país caso as negociações fracassem.

  • Em resumo: Casa Branca aposta em trégua imediata; Teerã rejeita e exibe derrubada de caça F-35.

Acordo relâmpago ou retaliação econômica?

Falando à Fox News, o presidente afirmou que “negociadores iranianos receberam anistia limitada” para conduzir as conversas e que um “desfecho rápido” reduziria a tensão. A retórica dura incluiu a possibilidade de os EUA “tomarem” petróleo iraniano se o cessar-fogo não sair—uma ameaça que reacende memórias da crise do Estreito de Ormuz, em 2019, segundo análise da agência Reuters.

“Se eles disserem não, vamos pegar o petróleo. É simples”, disse Trump, sublinhando que munição e armas entregues a curdos “não chegaram às mãos” dos manifestantes iranianos.

Irã responde com fogo e derruba jato invisível

Teerã, que já havia recusado uma proposta de 48 horas de trégua na sexta-feira (3), devolveu no campo de batalha: anunciou ter abatido um segundo caça F-35 dos EUA, divulgando imagens dos destroços. O jato, orgulho da indústria bélica americana, é projetado para escapar a radares, o que amplia o impacto simbólico da ação.

Especialistas apontam que a derrubada de aeronaves de quinta geração reforça a narrativa de autossuficiência militar do Irã e inviabiliza, politicamente, para Trump, qualquer sinal de recuo. Desde que Washington se retirou do acordo nuclear de 2015, em 2018, a Casa Branca impôs mais de 1.500 sanções a entidades iranianas, asfixiando a economia do país e tornando o petróleo o ativo mais sensível da disputa.

Geopolíticos lembram que a última vez que os EUA falaram abertamente em “tomar” ativos energéticos de um adversário foi na Guerra do Iraque, em 2003. À época, a simples menção elevou os preços globais do barril em 20%. Agora, com o conflito Israel-Hamas e ataques a navios no Mar Vermelho, analistas preveem que qualquer sinal de bloqueio ao petróleo iraniano pode empurrar o Brent acima de US$ 100 já nas próximas semanas.

O que você acha? O tom beligerante acelera um acordo ou empurra a região para um confronto maior? Para mais análises de política internacional, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / AFP

Compartilhe este artigo