Declaração eleva risco de nova crise energética global
Donald Trump – sem apresentar evidências, o ex-presidente dos Estados Unidos disse que, se o Irã não aceitar um “acordo de paz” previsto para esta segunda-feira (6/4), Washington deveria “tomar o petróleo” iraniano.
- Em resumo: Trump condiciona estabilidade no Golfo Pérsico à renúncia de Teerã sobre seu próprio petróleo.
Ameaça reacende tensão entre Washington e Teerã
A fala ocorreu durante entrevista em que Trump defendeu pressionar economicamente o governo iraniano. Segundo o republicano, os EUA “nunca deveriam ter saído do Oriente Médio sem levar o petróleo”, insinuando repetir a estratégia agora. Analistas ouvidos pela Reuters alertam que a retórica pode inflamar os preços do barril e atrair reações militares de aliados iranianos na região.
“Se eles não aceitarem o acordo, vamos pegar o petróleo”, afirmou Trump, referindo-se às reservas estimadas em 208 bilhões de barris do Irã.
Contexto: histórico de sanções e instabilidade no Golfo
A relação entre os dois países deteriorou-se desde 2018, quando Trump retirou os EUA do acordo nuclear assinado em 2015 e restabeleceu sanções que reduziram em 80% as exportações iranianas de petróleo. A produção do Irã caiu de 3,8 milhões para 2,4 milhões de barris por dia, segundo a Opep. Qualquer ameaça direta aos campos petrolíferos pode impactar rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters