Promessa de perdão eclipsa debate econômico rumo a 2026
Flávio Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado intensificaram, nos últimos dias, a defesa de uma anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, transformando o tema no principal eixo de suas pré-campanhas presidenciais.
- Em resumo: Ambos disputam o mesmo eleitor bolsonarista e, por ora, entregam pouco sobre segurança, saúde ou economia.
Disputa pela direita busca capitalizar o 8/1
Em agendas públicas distintas, mas com discurso quase idêntico, os dois pré-candidatos classificam as penas aplicadas pelo Supremo como “exageradas” e prometem revertê-las caso cheguem ao Planalto. Segundo levantamento citado pela agência Reuters, mais de 1.300 pessoas já respondem a processos pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
“Sem pacificar o País, não avançaremos em reformas”, repetiu Flávio Bolsonaro em evento partidário, ecoando a mesma linha adotada por Caiado em Goiânia.
Agenda vazia realça dependência do tema anistia
Analistas lembram que o senador busca herdar o capital político do pai, enquanto Caiado tenta se apresentar como alternativa moderada, mas ambos carecem de propostas robustas. O próximo presidente terá de negociar a reforma tributária, lidar com o Novo Arcabouço Fiscal e conduzir o debate sobre privatizações — itens ainda ausentes nos planos divulgados.
Nos bastidores, dirigentes do União Brasil cobram de Caiado metas para geração de emprego em Goiás, estado que registrou alta de 8,9% na taxa de informalidade em 2023. Já aliados de Flávio pressionam por um “pacote anticorrupção” para afastar a imagem de privilégios militares, tema recorrente nas CPIs recentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado