Filiação da ex-ministra vira teste de unidade dentro do partido
Partido dos Trabalhadores (PT) – Corrente minoritária protocolou pedido para barrar a recente filiação de Kátia Abreu, alegando desalinhamento ideológico e descumprimento do estatuto, criando um novo foco de tensão em Brasília.
- Em resumo: grupo petista quer anular a adesão por considerar a ex-senadora distante das bandeiras históricas do partido.
Argumentos da ala rebelde expõem divergências
O requerimento entregue à direção nacional sustenta que Abreu não teria cumprido etapas formais, como apresentação prévia em diretório estadual, e recorda sua trajetória de defesa do agronegócio e apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, fatores apontados como “incompatíveis” com o programa partidário, segundo informou o portal G1.
“A filiação viola dispositivos do estatuto e fere a coerência ideológica do PT”, diz o documento assinado pela corrente petista que protocolou o pedido de anulação.
Histórico de Kátia Abreu amplia a polêmica
Ex-ministra da Agricultura no segundo mandato de Dilma, Abreu foi senadora por Tocantins até 2022, marcou posição como liderança ruralista e, no Senado, apoiou a reforma trabalhista e a PEC do teto de gastos. Em 2018, compôs a chapa presidencial de Ciro Gomes (PDT) como vice. Sua migração ao PT, anunciada há poucos dias, surpreendeu analistas porque ocorre no momento em que o governo Lula busca ampliar base no Congresso em meio a votações-chave na área fiscal.
Especialistas lembram que, nas últimas eleições, o PT tem acolhido figuras de centros diversos para fortalecer palanques regionais, mas casos anteriores passaram por consulta prévia às instâncias locais. A controvérsia atual, dizem cientistas políticos, pode obrigar a sigla a rever protocolos de filiação para evitar novos atritos internos.
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Crédito da imagem: Divulgação / CartaCapital