Crítico destaca peso dos clássicos e fator-surpresa entre os melhores
Monsters of Rock 2026 — realizado no Allianz Parque, em São Paulo, em 4 de abril — teve sua transmissão ao vivo pela Band e consagrou Guns N’ Roses, Halestorm e Jayler como as três apresentações mais marcantes, segundo avaliação publicada pela Rolling Stone Brasil.
- Em resumo: repertório arriscado do Guns, solidez do Halestorm e a estreia incendiária do Jayler dominaram a conversa pós-festival.
Repertório ousado coloca Guns N’ Roses no topo
Ao encurtar o set em 30 minutos e trocar baladas por raridades como “Dead Horse” e “Bad Apples”, o Guns N’ Roses entregou catarse do início ao fim. A sequência “Welcome to the Jungle”, “Civil War” e “Sweet Child O’ Mine” mostrou que, quando Axl Rose está em boa noite, poucos rivais alcançam a mesma comoção de arena. Slash e Duff McKagan completaram a fórmula vencedora que, de acordo com a análise da Rolling Stone, “é quase impossível de superar”.
“Fica difícil disputar com o Guns N’ Roses em uma noite boa”, resume o crítico, apontando a força de um catálogo curto, porém recheado de hits.
Halestorm e Jayler: constância x descoberta
Vice-colocado, o Halestorm provou sua reputação de show infalível: Lzzy Hale alcançou tons agudos sem perder o drive, enquanto Arejay Hale manteve o pulso firme na bateria. Mesmo abrindo com sucessos como “Love Bites (So Do I)”, o quarteto sustentou a energia ao destacar faixas do recente “Everest” (2025), sinalizando fôlego de longo prazo.
Já o Jayler conquistou o terceiro lugar pelo fator-surpresa. A banda viral que muitos apontam como “cópia de Led Zeppelin” misturou blues, gaita e riffs à AC/DC em “No Woman”, mostrando identidade própria e garantindo buzz entre as gerações mais novas.
Por que esse pódio importa para o festival?
A edição 2026 apostou menos em heavy metal e mais em hard rock clássico — estratégia que ampliou o público familiar e manteve a venda de ingressos perto da lotação máxima (quase 45 mil pagantes, segundo a organização). Desde 1994, quando o Monsters estreou no Brasil, poucas versões reuniram tantas gerações num mesmo dia. O reconhecimento crítico reforça a marca do evento em ano de forte concorrência de megafestivais como Rock in Rio e Lollapalooza, além de pavimentar espaço para futuras negociações televisivas: o acordo com a Band, por exemplo, foi apontado nos bastidores como termômetro de audiência para transmissões em rede aberta.
O que você acha? O alinhamento entre setlist ousado e nostalgia deve ser o caminho definitivo para festivais de rock? Para mais conteúdos sobre música e entretenimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Guns N’ Roses