Fechamento do corredor estratégico pressiona cadeias globais de energia
Donald Trump — O presidente dos Estados Unidos decidiu estender até as 21h da próxima terça-feira (7.abr.2026, horário de Brasília) o prazo para que o Irã volte a permitir o tráfego no estreito de Ormuz, responsável por 20% do petróleo mundial. A advertência ocorre em meio a eleições legislativas que podem redefinir o poder no Congresso norte-americano.
- Em resumo: Teerã tem 36 horas extras antes de enfrentar retaliação militar e econômica prometida por Washington.
Mercados reagem a cada hora de bloqueio
O anúncio fez o Brent oscilar acima de US$ 96, enquanto companhias de transporte marítimo redirecionam rotas para evitar o gargalo. Segundo apuração da Reuters, seguradoras já cobram prêmios de risco até 40% maiores para navios que insistem na travessia.
“Se o Irã não abrir Ormuz, enfrentará um inferno jamais visto”, declarou Trump ao justificar a prorrogação do ultimato.
Crise revive fantasma de 2019 e ameaça suprimento global
Analistas lembram que, em 2019, ataques a petroleiros na mesma região derrubaram temporariamente 5% da oferta mundial e obrigaram a Agência Internacional de Energia a cogitar liberação de reservas estratégicas. Agora, com a guerra iniciada em 28 de fevereiro já ultrapassando um mês, o cenário se agrava: inflação energética, cadeias produtivas tensionadas e aliados europeus reticentes em adotar ação militar direta.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters