Movimento do Planalto busca conter novas exposições e desafia autonomia do STF
Lula – Insatisfeito mesmo após o arquivamento da CPMI do INSS, o presidente articula agora para que o Supremo Tribunal Federal reverta a ordem de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de seu filho, Fabio Luiz, o Lulinha, determinada pelo ministro André Mendonça. A cobrança, segundo interlocutores, foi reforçada em reunião transmitida pela Band, deixando claro que o Planalto não considera o assunto encerrado.
- Em resumo: Lula vê parceria com o STF, mas quer derrubar a decisão que expõe dados de Lulinha.
Pressão direta sobre Mendonça acirra clima no Supremo
A ordem do ministro, atendendo a pedido da Polícia Federal, abriu um flanco sensível para o governo. Auxiliares afirmam que Lula considera “excessivo” manter a medida, especialmente após o Supremo ter sepultado a CPMI. Como pano de fundo, está o receio de novos vazamentos que alimentem a oposição – cenário que, segundo análise da Reuters, costuma desgastar rapidamente a imagem presidencial.
“Isso tem limite”, repetiu Lula a aliados, indicando que a cooperação com a Corte depende de frear o avanço sobre dados da família.
Vetos e desgaste no Congresso ampliam sensação de urgência
Paralelamente, 78 vetos presidenciais aguardam votação – 75 deles já travam a pauta legislativa. A demora alimenta críticas de que o Planalto concentra poder enquanto o Congresso perde protagonismo. Quatro vetos são de 2023, 16 de 2024 e mais de 57 entre 2025 e 2026 continuam parados, reforçando a percepção de “governo por decreto”.
Especialistas lembram que situações similares, como o caso das planilhas telefônicas de 2016, mostraram que reverter decisões do Supremo exige argumento jurídico robusto, não apenas pressão política. Caso Mendonça mantenha a postura, o pedido terá de passar pelo plenário, onde prever maioria é arriscado.
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