Estreia dos trajes reforça a segurança antes do sobrevoo lunar
NASA – Na madrugada de segunda-feira (6), a equipe da Artemis 2 realizou o primeiro teste em microgravidade do Sistema de Sobrevivência da Tripulação Orion, ponto alto do quinto dia da jornada que leva quatro astronautas de volta à órbita da Lua após mais de meio século.
- Em resumo: trajes laranja foram vestídos, pressurizados e aprovados antes da queima de 17,5 s que refinou a rota rumo ao lado oculto lunar.
Por que o traje laranja é um divisor de águas
Projetados para manter os tripulantes vivos por até seis dias se a cápsula perder pressão, os macacões são a resposta moderna aos antigos “pumpkin suits” do ônibus espacial. Cada unidade incorpora sistema de oxigênio dedicado, camadas de proteção térmica e conexões para alimentação hídrica, recursos que, segundo especialistas citados pelo The Verge, deverão se tornar padrão em futuras missões de longa duração.
“Os exercícios avaliaram mobilidade, ergonomia, ajuste e comunicação do traje em microgravidade”, detalhou a NASA, acrescentando que o ensaio terminou às 0h03 (horário de Brasília) durante transmissão ao vivo pela Record.
Queima precisa e entrada no campo gravitacional lunar
Logo após o teste dos trajes, a Orion executou uma correção de trajetória (OTC) de 17,5 segundos, último ajuste antes de entrar na esfera de influência da Lua por volta de 1h41. A manobra confirmou a confiabilidade do sistema de propulsão, que já dispensara duas queimas planejadas nos dias anteriores graças à precisão do voo.
Com isso, a cápsula aproxima-se de um recorde histórico: a depender da data exata do lançamento, a tripulação pode superar os 400 mil km percorridos pela Apollo 13 em 1970. Além do feito simbólico, o sobrevoo permitirá captar imagens de áreas nunca observadas a olho humano, crucial para o planejamento do pouso tripulado previsto na Artemis 3.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA