Escassez de querosene pressiona companhias aéreas às vésperas do verão
Air BP Italia – A fornecedora avisou, no último sábado (4), que reduzirá o volume de combustível em Bolonha, Milão Linate, Treviso e Veneza, priorizando apenas voos de ambulância, governamentais ou trajetos acima de três horas. A decisão repercute num momento de tensão global no mercado de energia e coloca o setor aéreo europeu em estado de alerta.
- Em resumo: Racionamento vale até 9 de abril e já afeta rotas comerciais estratégicas.
Prioridade para voos críticos e possível efeito dominó
A medida foi comunicada às companhias aéreas exatamente quando o tráfego de Páscoa elevou a demanda. Autoridades temem que a limitação se espalhe para outros terminais do continente; Heathrow, Londres, já registrou instabilidade semelhante, segundo a Reuters.
“O problema atual decorre do pico de passageiros, não do estreito de Ormuz, mas um conflito prolongado pode comprometer o abastecimento”, afirmou Pierluigi Di Palma, presidente da Enac.
Dependência europeia e risco de passagens mais caras
Dados da Iata indicam que a Europa importa 30% do querosene que consome, realidade agravada pelo fechamento de refinarias na última década. Analistas lembram que, em crises anteriores, cada 10% de corte na oferta elevou o preço médio das passagens em até 7%. Se o bloqueio logístico no Golfo persistir, companhias como Ryanair e Lufthansa já admitem rever malhas aéreas antes de junho, encarecendo o verão europeu para turistas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters