Especialistas veem impulso ao consumo, mas temem efeitos nos preços
Lula – O governo prepara, para este ano eleitoral, um pacote que combina o reforço de programas sociais com nova faixa de isenção do Imposto de Renda, injetando dezenas de bilhões de reais na economia e reativando o consumo das famílias.
- Em resumo: Dinheiro novo entra no mercado, estimula compras, mas pode elevar inflação e segurar o corte de juros.
Quanto dinheiro deve circular nas ruas?
Os cálculos preliminares da equipe econômica apontam que a soma do reajuste do Bolsa Família, do Desenrola e da ampliação da isenção de IR pode superar os R$ 50 bilhões. Para analistas ouvidos pela Reuters, a medida equivale a um “mini-choque de demanda” e tem potencial de adicionar até 0,4 ponto percentual ao PIB de 2024.
“Medidas devem aquecer a economia e pressionar inflação e juros, mas forte polarização deve limitar impacto eleitoral, avaliam especialistas.”
Inflação, juros e a memória do mercado
O Banco Central monitora de perto. Em 2022, estímulos semelhantes — como a antecipação do 13º do INSS e o aumento do Auxílio Brasil — adicionaram pressão sobre os índices de preços, o que levou a Selic a permanecer em dois dígitos por mais tempo. Agora, economistas lembram que o cenário global é menos favorável, com petróleo volátil e tensão geopolítica. Caso o consumo dispare, a autoridade monetária pode moderar o ritmo de cortes na taxa básica, prolongando o custo elevado do crédito.
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Crédito da imagem: Divulgação / BBC News