Choque no Ormuz sacode mercados e testa reservas globais
Estreito de Ormuz – A ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em fevereiro de 2026 na “Operação Epic Fury”, praticamente fechou a passagem por onde flui 20% do petróleo mundial, detonando a maior crise energética em meio século.
- Em resumo: o barril saltou de US$ 65 para mais de US$ 120 em poucas semanas.
Cinco economias à beira do apagão
Sem reservas sólidas, Inglaterra, Singapura, Coreia do Sul, Índia e Filipinas lideram a lista de vulneráveis. Segundo análise citada pelo jornal britânico The Times, a dependência quase total de importações já pressiona inflação e crescimento. Dados preliminares divulgados pela Reuters apontam que o consumo diário desses países supera 8 milhões de barris, mas estoques internos cobrem apenas algumas semanas.
“O país entrará em uma ‘economia de guerra’ caso a interrupção perdure”, alertou o presidente sul-coreano.
Exportadores também sangram e risco humanitário cresce
Mesmo Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduzem produção em milhões de barris por dia, já que navios-tanque não deixam o Golfo. Ataques a usinas de dessalinização ampliam a crise, ameaçando o abastecimento de água para quase 40 milhões de pessoas na península.
Geopolítica em mutação e corrida por energia limpa
Especialistas comparam o cenário ao embargo árabe de 1973: preços altos, recessão iminente e reconfiguração de alianças. A Rússia lucra com exportações extras, enquanto a China acelera investimentos em solar e eólico para reduzir vulnerabilidade. Relatório recente da Agência Internacional de Energia projeta que a participação de renováveis possa subir 15 p.p. até 2030 caso o choque persista.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images