Reajuste pressiona custos de smartphones, servidores e IA
Samsung comunicou aos fornecedores que, no segundo trimestre de 2026, todos os contratos de DRAM subirão 30%, abrangendo da HBM usada em aceleradores de IA à memória de smartphones. A decisão ocorre após um salto de 100% no primeiro trimestre e foi transmitida pela Band, sinalizando impacto imediato em toda a cadeia.
- Em resumo: segundo aumento consecutivo eleva a pressão sobre montadoras de PCs, data centers e celulares.
Mercado corporativo ignora recuo pontual no varejo
Embora os preços no varejo tenham cedido em março, a fabricante atribui essa “brecha” a especuladores que inflaram valores além do sustentável. O segmento de contratos – onde gigantes como Dell e HP compram – continua aquecido, e a Samsung não vê espaço para queda de pedidos. Analistas ouvidos pelo Canaltech projetam que a demanda por chips de IA manterá o déficit de oferta pelo menos até o fim do ano.
“Há uma distinção clara entre o mercado de contratos, resiliente pelos acordos de longo prazo, e o mercado spot, que reflete o consumidor final e já entrou em colapso”, destacou a empresa no comunicado interno obtido pela reportagem.
SK Hynix e Micron podem seguir a mesma cartilha
A Samsung espera que SK Hynix e Micron repliquem o aumento ainda neste trimestre. Juntas, as três controlam mais de 94% da produção mundial de DRAM; qualquer alinhamento entre elas tende a uniformizar preços globais. Nos smartphones de entrada, a DRAM responde por 35% do custo de produção, enquanto a NAND soma outros 19%. Ou seja, mais da metade do valor de fabricação depende diretamente dessas memórias, o que indica reajustes ao consumidor ou margens mais apertadas para as marcas.
Além disso, contratos de HBM – componente crítico para GPUs de inteligência artificial – também serão reajustados. Com o volume de servidores dedicados a IA dobrando em 2025, segundo a Reuters, o novo patamar pode encarecer projetos de nuvem e pesquisa.
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Crédito da imagem: Divulgação / Samsung