Depoimentos internos elevam pressão sobre gestão e órgãos de controle
Banco de Brasília (BRB) vem sendo citado por seus próprios servidores em depoimentos recentes à Polícia Federal, que apontam sinais de fraude intencional na compra de carteiras de crédito do Banco Master, avaliadas em cerca de R$ 12 bilhões.
- Em resumo: Testemunhos indicam descumprimento de regras de compliance e reforçam a tese de gestão fraudulenta.
Auditoria ignorada e R$ 12 bi em créditos sem lastro
De acordo com os relatos colhidos, as falhas já haviam sido registradas pela auditoria interna, mas os alertas teriam sido desconsiderados pelo então diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo de Garcia Junior. A conduta fortalece a linha investigativa da PF, alinhada ao Banco Central, de que não se tratou de “erro operacional”, mas de possível fraude deliberada. Esse tipo de falha de governança, segundo análise recorrente do serviço da Reuters, costuma abrir espaço para punições severas do regulador e abalar a confiança de investidores.
“Diante dos indícios de autoria e materialidade de gestão fraudulenta, tornou-se necessário o afastamento cautelar do então diretor”, registrou o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do DF, ao determinar a saída de Dario em novembro passado.
Troca completa na diretoria e riscos reputacionais
Após a revelação do escândalo, o BRB substituiu toda a cúpula executiva, movimento que buscou blindar o banco de sanções adicionais e conter a volatilidade de mercado. O caso também atrasou a divulgação do balanço de 2025, aumentando a apreensão de acionistas. Especialistas lembram que, em fraudes bancárias anteriores — como o episódio do banco PanAmericano em 2010 — a demora na transparência agravou as perdas financeiras e de imagem.
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Crédito da imagem: Divulgação / BRB