Estreia na Argentina expõe pressa por resultados imediatos
Corinthians – O clube paulista oficializou a chegada de Fernando Diniz para substituir Dorival Jr. e já o colocará à beira do gramado na quinta-feira, diante do Platense, na estreia da Libertadores; uma cartada urgente para mudar o rumo de uma campanha nacional com apenas dez pontos em dez jogos.
- Em resumo: Diniz chega pressionado a aplicar o “dinizismo” e somar vitórias sem tempo para adaptações.
Dinizismo em xeque: filosofia precisa de resultado imediato
Conhecido pelo estilo de posse de bola e construção desde trás, Diniz divide opiniões. Em 2023, o treinador levantou a Libertadores, mas em passagens recentes por Cruzeiro, Vasco, Botafogo e até pela seleção teve menos de 40% de aproveitamento, conforme levantamento do GE.
“Ele é, para o futebol brasileiro, o que Cruyff foi para o futebol mundial”, definiu Eduardo Barros, ex-auxiliar de Diniz e atual técnico do Cuiabá.
Contexto alvinegro: elenco sob desconfiança e torcida impaciente
No Brasileirão, o Timão ocupa a parte de baixo da tabela; o goleiro Hugo Souza, fundamental para a saída de bola, não tem histórico de excelência com os pés. A pressão cresce porque a Fiel já esgotou a paciência após sequências de tropeços em Itaquera. Historicamente, o último técnico a estrear na Libertadores pelo clube sem pré-temporada completa foi Tite, em 2012, temporada que terminou campeã – uma lembrança que eleva expectativas internas.
Fora das quatro linhas, a diretoria vê na contratação de Diniz um movimento para preservar o projeto esportivo e evitar mudanças drásticas no elenco durante a janela de julho. Caso o futebol vertical e intenso não apareça rapidamente, aumenta o risco de turbulência financeira devido à queda de receitas de bilheteria e premiações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Corinthians