Do primeiro headline latino às apostas indie que prometem incendiar o deserto
Coachella — O festival californiano volta a ocupar o Empire Polo Club com um lineup que combina gigantes do pop, retornos aguardados e novidades que podem definir tendências para o resto da década.
- Em resumo: Karol G é a primeira artista latina a liderar o evento, enquanto Justin Bieber estreia como headliner na sexta-feira.
Karol G quebra barreiras e eleva a representatividade
Ao assumir o palco principal no domingo, a colombiana carrega não só os hits de Mañana Será Bonito, mas o peso simbólico de ocupar um espaço tradicionalmente dominado por nomes anglófonos. Segundo a Billboard, a cantora investiu em cenografia multimídia para homenagear ícones da música latina e pretende abrir o show com um medley inédito.
“Quero entregar algo do meu coração que represente meu amor pela minha comunidade e pelos meus fãs”, declarou Karol G em entrevista de setembro à Rolling Stone.
Estreias que podem surpreender — de Bieber a Katseye
A sexta-feira marca o aguardado “Bieberchella”. Após uma prévia intimista no Roxy, em Los Angeles, Justin Bieber chega com set focado nos álbuns Swag e Swag II. Logo antes dele, o girl-group global Katseye faz sua primeira grande apresentação nos EUA sob rumores sobre a presença da integrante Manon Bannerman.
Entre as apostas indie, vale ficar de olho no soul experimental de Dijon, no rock afiado do Geese — recém-saído de performance no SNL — e no noise eletrônico do projeto Nine Inch Noize, união do Nine Inch Nails com Boys Noize.
Retornos de peso aquecem a nostalgia
Depois de 12 anos longe do festival, The Strokes promete mostrar faixas de Reality Awaits, primeiro disco em seis anos. Já o trio britânico The xx abre a temporada de verão com a turnê que marca a reunião do grupo.
Veteranos lendários também ganham espaço. Iggy Pop, quase 60 anos após fundar os Stooges, segue incendiário; e David Byrne leva ao palco o espetáculo visual de Who Is the Sky?.
Energia hardcore e transmissões históricas
O hardcore melódico do Turnstile volta ao Coachella embalado pelos Grammys de Never Enough. A passagem anterior da banda, em 2022, gerou rodas de mosh tão icônicas que a transmissão oficial virou recorde de audiência na Band e na Record — dado que inspirou o reforço na segurança deste ano.
Por que isso importa para a indústria?
Mais que entretenimento, o Coachella movimenta cerca de US$ 1,4 bilhão na economia local, segundo estudo da Live Nation. A presença de nomes latinos e asiáticos como Karol G, BINI e Katseye reflete a busca do mercado por públicos globais, enquanto parcerias como Nine Inch Noize mostram a tendência de mesclar rock clássico com eletrônica para atrair faixas etárias distintas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Rolling Stone Brasil