De iPod a Vision Pro, veja como cada aposta redefiniu (ou não) a tecnologia
Apple – Na última semana, a gigante de Cupertino celebrou meio século de existência, carregando um legado que vai de revoluções culturais a lançamentos que ficaram encalhados nas prateleiras.
- Em resumo: Três produtos impulsionaram o império; outros três mostraram que até ícones erram – e caro.
Três acertos que mudaram o rumo da indústria
O primeiro golpe de mestre veio em 2001 com o iPod, que transformou arquivos MP3 em um negócio bilionário ao combinar design minimalista e a biblioteca iTunes. Quatro anos depois, o iPod Touch prepararia o terreno para o iPhone, lançado em 2007 e ainda hoje responsável por mais de 50% da receita anual da companhia, segundo dados compilados pela Canaltech.
“Ipod, telefone e comunicador via internet. Não são aparelhos separados, este é um aparelho”, exaltou Steve Jobs ao apresentar o iPhone original em 2007.
Fechando o trio de sucessos, o Apple Watch, lançado em 2015, fez do pulso um laboratório de saúde: sensores de batimentos, ECG e detecção de queda colocaram o wearable na liderança isolada do segmento, vendendo mais unidades por ano que toda a indústria relojoeira suíça.
Quando a inovação custou caro – e não convenceu
A história também coleciona escorregões. Em 1983, o Apple Lisa trouxe a interface gráfica e o mouse, mas o preço de US$ 10 mil afugentou o público corporativo. Três décadas depois, o teclado “borboleta” (2015) tentou deixar os MacBooks mais finos; acumulou queixas de durabilidade e acabou abolido em 2019.
O tropeço mais recente atende pelo nome Vision Pro. Lançado a US$ 3,5 mil, o headset de realidade mista teve produção reduzida poucos meses após chegar às lojas, sinal de que falta conteúdo e sobra cautela em apostar nos próximos óculos inteligentes. Analistas lembram que, apesar dos deslizes, a Apple vale hoje mais de US$ 2,5 tri em mercado, prova de que erros viram aprendizado — e combustível para o próximo grande produto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters