Morte de contratado da OMS paralisa evacuações médicas em Gaza

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Suspensão agrava crise sanitária às vésperas de novas ofensivas

Organização Mundial da Saúde (OMS) — Nesta segunda-feira (6), a agência da ONU cancelou todas as transferências de pacientes de Gaza para o Egito depois que um prestador de serviços foi morto durante um “incidente de segurança”.

  • Em resumo: A morte interrompe corredores médicos vitais e acende alerta sobre ataques recorrentes a instalações de saúde.

Investigação em andamento e apelo por proteção imediata

De acordo com a OMS, outros dois colaboradores que acompanhavam a operação saíram ilesos. A identidade da vítima não foi divulgada, mas o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que as autoridades locais já abriram investigação formal para apurar responsabilidades.

“Apelamos à proteção dos civis e dos trabalhadores humanitários. A paz é o melhor remédio”, reforçou Ghebreyesus na rede X.

Hospitais no alvo: números que explicam a escalada

Entre 28 e 31 de março, levantamentos da OMS registraram 11 ataques a centros médicos no Líbano, média de dois por dia. No Sudão, um bombardeio ao Hospital de Ensino El-Daein, em abril, matou 64 pessoas, incluindo 13 crianças e três profissionais de saúde. Especialistas apontam que a destruição de infraestrutura sanitária não só fere o direito internacional, mas prolonga epidemias e amplia o êxodo de deslocados, tendência que já pressiona sistemas hospitalares no Egito e na Jordânia.

Analistas de ajuda humanitária alertam que a suspensão dos corredores de Gaza pode afetar até 1,7 mil pacientes em estado crítico nas próximas semanas, segundo projeções do Banco Mundial e do Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA). A interrupção também dificulta a entrega de insumos como antibióticos, já escassos depois que postos de fronteira foram parcialmente fechados em março.

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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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