Reconhecimento aprofunda laços entre STF e autoridades paulistas
André Mendonça foi o centro das atenções na noite de 6 de abril, quando recebeu o Colar de Honra ao Mérito em sessão solene na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A condecoração, entregue às 20h30, reforça a projeção do ministro do Supremo Tribunal Federal em um ano decisivo para os Três Poderes.
- Em resumo: honraria reuniu governador Tarcísio de Freitas, prefeito Ricardo Nunes e cúpula do Judiciário paulista.
Homenagem reúne Executivo, Legislativo e Judiciário
No plenário Juscelino Kubitschek, a cerimônia conduzida pelo presidente da Alesp, deputado André do Prado, contou ainda com o desembargador Francisco Eduardo Loureiro e parlamentares federais e estaduais. Para analistas, a articulação simultânea das três esferas de poder sinaliza a influência que Mendonça vem acumulando no STF, onde já é relator de processos sensíveis, como o caso Master e a investigação de fraudes no INSS, conforme destacou a Reuters.
“É um motivo de muita honra e de muita alegria… sinto a responsabilidade de comprometer, me responsabilizar com essa generosidade”, declarou Mendonça durante a solenidade.
Por que o colar importa para o xadrez político
A insígnia é a mais alta honraria da Alesp e costuma ser reservada a figuras com forte impacto na vida pública paulista. Para Mendonça, indicado ao STF em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro, o reconhecimento chega enquanto ele se prepara para assumir a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral. A posição o coloca na linha de frente das discussões sobre as eleições municipais de 2026 e amplia sua visibilidade junto a partidos que buscam interlocução técnica e religiosa — traço que lhe rendeu o apelido de “terrivelmente evangélico”.
Nos bastidores, deputados avaliam que a presença de Tarcísio e Nunes fortalece pontes institucionais antes de votações estratégicas na Alesp, como a reforma administrativa estadual. Já líderes de oposição enxergam na cerimônia um gesto de aproximação do Palácio dos Bandeirantes com o Judiciário federal, em meio a disputas sobre repasses ao transporte público e questões ambientais na capital.
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Crédito da imagem: Divulgação / Alesp