Estreito de Ormuz vira ponto de pressão global sobre Teerã
Donald Trump — O presidente norte-americano elevou o tom contra Teerã e declarou que “pode eliminar o Irã em uma noite”, enquanto o prazo que Washington deu para que o governo iraniano mantenha o Estreito de Ormuz totalmente aberto expira nesta terça-feira (7/4).
- Em resumo: Trump condiciona recuo militar iraniano até o fim do dia e ameaça ofensiva se o estreito permanecer sob restrição.
Risco militar reacende tensão no Golfo Pérsico
A Casa Branca sustenta que o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz viola convenções internacionais de navegação. De acordo com dados compilados pela Reuters, cerca de um terço do petróleo transportado por navios passa diariamente pelo corredor marítimo, tornando qualquer interrupção um choque imediato aos preços globais de energia.
“Podemos eliminar o Irã em uma noite, mas preferimos não chegar a esse ponto”, advertiu Trump durante entrevista no Jardim Sul da Casa Branca.
Estreito concentra 20% do comércio mundial de petróleo
O Estreito de Ormuz, com apenas 33 km em seu trecho mais estreito, liga os maiores produtores de petróleo do Golfo a mercados da Ásia e da Europa. Estimativas da Agência Internacional de Energia indicam que cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta cruza esse gargalo logístico. Só em 2019, incidentes envolvendo petroleiros no local dispararam o barril do Brent em mais de 10% numa única semana.
Analistas lembram que o Irã já enfrenta sanções econômicas duras desde que Washington abandonou o acordo nuclear em 2018. Para Teerã, restringir o tráfego pode servir como carta de negociação. Porém, o Pentágono mobilizou navios-escolta e sistemas antimísseis na base de Al Udeid, no Catar, sinalizando preparação para um eventual confronto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters