Duelos recentes, gramado artificial e clima hostil elevam o risco no Chile
Boca Juniors retorna à fase de grupos da Libertadores nesta terça-feira (7) diante da Universidad Católica, em Santiago, cercado por três armadilhas: o impecável gramado sintético do rival, episódios de violência atribuídos a torcedores do Colo-Colo e um histórico negativo de estreias no torneio.
- Em resumo: adaptação ao piso artificial, segurança reforçada e tabu de 13 anos sem vitória fora de casa em debutes preocupam a equipe.
Gramado FIFA Quality Pro vira primeiro adversário
O campo da Universidad Católica recebeu certificação FIFA Quality Pro, mesma categoria usada em arenas europeias de última geração. O Boca, que já reclamou do piso do Allianz Parque em 2023, realizou treinos específicos em Buenos Aires para acelerar a adaptação. Em entrevista repercutida pela ESPN, dirigentes lembraram que a bola “ganha velocidade extra” e exige maior precisão nos controles.
“Vamos jogar em um gramado sintético, onde a bola quica diferente e se move mais rápido”, alertou Juan Román Riquelme, presidente do Boca, ainda em 2023.
Clima de revanche e segurança reforçada em Santiago
Próximo ao hotel xeneize, assaltos a mão armada e roubo de bandeiras atribuídos a torcedores vestidos com as cores do Colo-Colo acenderam o sinal de alerta. A polícia chilena reforçou o efetivo após o episódio que remete aos confrontos de 2023, quando as duas torcidas se enfrentaram em Buenos Aires. Internamente, o clube argentino teme que novos incidentes tirem o foco da partida, cuja transmissão será da Band para o Brasil.
Tabu de estreias e o peso histórico
Apesar dos seis títulos continentais, o Boca venceu apenas três das últimas 16 estreias de Libertadores. A última vitória ocorreu em 2021, contra o The Strongest, na altitude de La Paz. De lá para cá, foram empates sofridos e eliminações precoces – como diante do Alianza Lima, na pré-Libertadores de 2024. Curiosamente, todas essas derrotas ocorreram longe da Bombonera, o que torna o duelo no Chile ainda mais simbólico.
Segundo levantamento do Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES), equipes visitantes têm 12% menos posse em gramados artificiais na Libertadores, dado que reforça o desafio técnico para os comandados de Claudio Ubeda.
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Crédito da imagem: Divulgação / Trivela