Diretor enfrenta deputados enquanto ausência de Campos Neto acirra debate
Gabriel Galípolo foi inquirido nesta quarta-feira pela CPI do Crime Financeiro sobre como o Banco Central supervisionou as operações do Banco Master, alvo de suspeita de fraudes que podem ter movimentado milhões de reais.
- Em resumo: Galípolo detalhou procedimentos de fiscalização; Campos Neto não compareceu apesar da convocação.
Foco em falhas de supervisão e risco sistêmico
Os parlamentares questionaram a cadência das auditorias internas e a efetividade dos relatórios encaminhados à área de supervisão do BC. Em resposta, o diretor afirmou que a autarquia “atua dentro dos prazos legais” e que relatórios anteriores não indicavam “anormalidades sistêmicas”. Segundo levantamento da CNN Brasil, o Banco Master foi alvo de ao menos três autos de infração nos últimos cinco anos.
“Precisamos entender se houve negligência estrutural ou falha pontual. A sociedade cobra respostas rápidas”, afirmou o relator da CPI.
Contexto: o que está em jogo para o Banco Central
O Banco Master expandiu agressivamente sua carteira de crédito entre 2020 e 2022, período em que o setor financeiro lidava com alta da inadimplência. Caso a CPI confirme irregularidades, o BC pode ser instado a rever normas de monitoramento – movimento semelhante ao de 2014, quando o escândalo do Banco Cruzeiro do Sul levou à criação de gatilhos de intervenção mais rígidos.
O que você acha? A CPI deverá responsabilizar a diretoria do Banco Central ou o foco deve recair apenas sobre o Banco Master? Para acompanhar outras análises de bastidores em Brasília, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Câmara