Negativa pública reacende debate sobre o pai do Bitcoin
Adam Back — criptógrafo britânico citado pelo New York Times como “verdadeiro” Satoshi Nakamoto — negou novamente, na última quarta-feira (8), qualquer ligação com a criação do Bitcoin, mantendo vivo um dos maiores enigmas da era digital.
- Em resumo: Back desmentiu a reportagem e disse desconhecer quem use o pseudônimo “Satoshi Nakamoto”.
Reportagem de peso, mas sem prova definitiva
O artigo assinado por John Carreyrou no New York Times cruzou documentos técnicos, entrevistas e até expressões faciais do britânico para apontá-lo como o autor do white paper de 2008. Embora a análise destaque que Back criou o Hashcash — base conceitual do proof of work — nada foi apresentado que ligue criptograficamente o britânico às primeiras carteiras de Bitcoin.
“Eu não sou o Satoshi (…) Também não sei quem ele é e isso é saudável para que o Bitcoin seja visto como uma commodity digital escassa.” — Adam Back, em postagem no X.
Por que a identidade ainda importa para o mercado?
Especialistas lembram que as primeiras carteiras atribuídas a Nakamoto detêm cerca de 1,1 milhão de bitcoins — equivalentes a mais de US$ 70 bilhões na cotação atual. Se o verdadeiro criador aparecer ou movimentar esses ativos, o choque de liquidez pode balançar todo o mercado cripto. Craig Wright, empresário australiano que também reivindicou o título de Satoshi, perdeu uma recente disputa judicial em Londres, reforçando a incerteza. De acordo com análise do Canaltech, a ausência de provas matemáticas, como a assinatura de transações antigas, mantém qualquer alegação no campo da especulação.
O que você acha? A revelação da identidade de Satoshi seria benéfica ou perigosa para o Bitcoin? Para mais matérias sobre blockchain e cibersegurança, acesse nossa editoria de tecnologia.
Crédito da imagem: Divulgação / Vitor Pádua