Familiar e amigos viram “medicamento extra” no enfrentamento do câncer
Iamspe — Referência no atendimento ao servidor público paulista, o instituto reforçou recentemente que nenhum protocolo oncológico é completo sem rede de suporte emocional, apontada como fator decisivo para a adesão e a resposta clínica dos pacientes.
- Em resumo: Oncologistas atribuem melhora de qualidade de vida ao acolhimento familiar durante quimioterapia e radioterapia.
Por que o cuidado emocional importa tanto?
Estudos internacionais, como os divulgados pela CNN Brasil, indicam que pessoas com câncer acompanhadas por psicólogos e familiares têm até 30% menos interrupções no tratamento. No Iamspe, a equipe multidisciplinar de psicologia, nutrição e fisioterapia atua em conjunto desde o diagnóstico até a remissão, reforçando a sensação de segurança do paciente.
“Os regimes terapêuticos provocam sintomas adversos que afetam a qualidade de vida, energia e disposição”, destacam os médicos responsáveis pela oncologia do Iamspe.
Panorama nacional e lições do Iamspe
Cerca de 70% dos centros oncológicos públicos brasileiros ainda focam majoritariamente na vertente farmacológica, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. A experiência do Iamspe aponta que integrar grupos de apoio, meditação guiada e visitas familiares programadas diminui índices de ansiedade e depressão, sintomas que podem prejudicar até a eficácia de quimioterápicos.
Além disso, o instituto registra tempo médio de internação 15% menor em comparação a hospitais que não oferecem suporte emocional regular, segundo relatório interno obtido pela reportagem.
O que você acha? A presença de um círculo de apoio poderia ser adotada como política pública obrigatória nos hospitais oncológicos? Para mais conteúdos de saúde e qualidade de vida, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Iamspe