Documento cita Bolsonaro, detalha fraudes e chega ao STF nesta quarta
CPMI do INSS – Na última terça-feira (7), parlamentares aliados ao Palácio do Planalto entregaram à Polícia Federal um parecer de mais de mil páginas que responsabiliza 130 pessoas pelo esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários.
- Em resumo: relatório menciona Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master entre os suspeitos.
Como a base governista articulou o dossiê
Assinado por dois terços dos integrantes da comissão, o documento foi descrito pelo vice-líder Paulo Pimenta como a “posição majoritária” ignorada pelo presidente da CPMI. Segundo Pimenta, a mudança de normas internas do INSS em 2016 abriu espaço para a fraude, que se estendeu ao consignado ao permitir atuação do Banco Master. Em entrevista, ele disse que a estratégia do grupo envolveu a PF, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal, reforçando um circuito institucional de pressão. Matérias recentes da Reuters já apontavam o avanço das investigações sobre supostas interferências políticas no órgão.
“O presidente da CPMI, senador Viana, sabotou o relatório da maioria, não o colocou em votação e não o anexou aos documentos que seguiriam aos órgãos”, declarou Paulo Pimenta durante a coletiva na sede da PF.
Por que o caso preocupa aposentados e o governo
O INSS administra cerca de R$ 900 bilhões em benefícios anuais; falhas nos sistemas de controle impactam diretamente a renda de 39 milhões de segurados. Especialistas ouvidos pelo Tribunal de Contas da União em 2022 já advertiam que a consolidação de dados de consignado ocorria em plataformas de bancos privados sem auditoria em tempo real, o que elevava o risco de fraudes. A exposição de possíveis atos de 2016 expõe também o desgaste institucional herdado de gestões anteriores, num momento em que o governo busca recompor a credibilidade do sistema previdenciário para avançar em novas pautas sociais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan