PF rastreia operador em negócios bilionários do Banco Master

Deivid Jorge Benetti
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Investigações expõem rede de fundos e offshores ligada ao banco em crise

Banco Master surge novamente no centro de uma investigação de alto impacto: a Polícia Federal apontou Benjamim Botelho de Almeida como operador financeiro que teria articulado transações suspeitas desde 2019, potencializando o rombo que ameaça investidores institucionais.

  • Em resumo: Gestor controla 102 fundos e quase metade do capital circula dentro do ecossistema Master.

Como funcionava a “engrenagem” bilionária

De acordo com a PF, fundos administrados pela Sefer Investimentos, empresa de Botelho, compravam ativos de liquidez duvidosa, elevavam artificialmente os preços e revendiam às companhias ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. O modelo lembra esquemas apontados em outros escândalos bancários, como o do PanAmericano em 2010, e reforça o alerta regulatório sobre bancos médios no Brasil, segundo análise da agência Reuters.

“A dinâmica gerava ganhos recorrentes aos controladores e perdas diretas a fundos de pensão e investidores minoritários”, descreve trecho do relatório da Operação Compliance Zero.

Conexões internacionais ampliam o alcance do caso

Botelho transferiu residência para Portugal e mantém empresas em Ilhas Cayman, Delaware e Suíça, rotas clássicas de planejamento tributário que, usadas sem transparência, podem ocultar fluxos ilícitos. Esse arranjo internacional lembra práticas que levaram bancos como o suíço Credit Suisse a acordos bilionários com autoridades norte-americanas nos últimos anos.

Além das offshores, chama atenção o episódio de Aracaju: um terreno sem projeto concluído foi revendido por valores inflados, gerando perdas milionárias para fundos de pensão municipais. Para especialistas, a operação evidencia falhas nos filtros de governança que, desde a crise da Lava Jato, o Banco Central tenta reforçar com regras de “conheça seu cliente”.

Outro ponto crítico é a transação de R$ 500 milhões entre a holding Titan e a Fictor, que entrou em recuperação judicial logo depois. Documentos mostram a Sefer listada como credora — mas a dívida real pertenceria à Titan, mantendo Vorcaro com influência sobre o processo.

O que você acha? A nova fase da investigação deve acelerar mudanças de supervisão nos bancos médios? Para mais análises sobre o cenário político e financeiro, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo





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Deivid Jorge Benetti é jornalista e criador do portal Mostrando pra Você, com foco em cobertura política nacional e regional. Atua na análise de decisões governamentais, movimentações do cenário político e impactos diretos na sociedade, com atenção especial ao Rio Grande do Sul e à cidade de Porto Alegre. Com uma abordagem direta e informativa, busca traduzir temas complexos da política em conteúdos acessíveis ao público, mantendo o compromisso com a clareza, atualização e relevância das informações.