Ministro aponta riscos de gestões puramente estatais e menciona tensão na Petrobras
Alexandre Silveira afirmou nesta quarta-feira (8.abr.2026), no Latam Energy Week 2026, no Rio, que empresas de capital totalmente público “geralmente não funcionam” e que o formato com participação privada garante eficiência sem perder a estratégia nacional.
- Em resumo: Silveira prega companhias de capital misto e revela que a saída de um diretor da Petrobras foi resposta a falha em leilão de GLP.
Por que o capital misto seria mais ágil?
Para o ministro, a combinação de investidores privados e presença estatal gera governança que “responde melhor a momentos de crise”. A visão converge com estudos citados em análise da Reuters sobre eficiência empresarial, que apontam maior capacidade de financiamento e inovação em modelos híbridos.
“Empresas totalmente públicas geralmente não funcionam”, disse Silveira durante o painel que reuniu executivos de energia da América Latina.
Demissão na Petrobras e impacto no bolso do consumidor
O ministro também explicou a destituição de Claudio Romeo Schlosser da diretoria de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras. O executivo coordenou, em 31 de março, o leilão de gás de cozinha com preços bem acima das referências, fato que irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Silveira relatou que a reação do Planalto acelerou a troca de comando para “corrigir o rumo” e evitar repasses diretos ao consumidor.
O episódio ocorre num contexto de escalada global dos combustíveis, pressionados por conflitos no Oriente Médio e pela volatilidade do petróleo do Mar do Norte. Desde janeiro, o barril tipo Brent acumula alta próxima de 18%, elevando custos logísticos e de produção no Brasil, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Enquanto isso, a equipe econômica avalia subvenções temporárias para manter a inflação de energia abaixo da meta de 3% em 2026.
O que você acha? O modelo de capital misto é solução ou paliativo para a eficiência das estatais? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério de Minas e Energia