Golpistas usavam falsas renegociações de dívidas para assumir benefícios previdenciários
Polícia Civil do Rio Grande do Sul desarticulou uma rede de estelionatários que usava a promessa de “quitar dívidas” para tomar controle de documentos, abrir contas bancárias e contrair empréstimos em nome de idosos, revelaram os investigadores nesta quarta-feira (8).
- Em resumo: cinco suspeitos foram presos e a investigação aponta até 400 vítimas.
Promessa de alívio financeiro se transformava em novos débitos
De acordo com a Delegacia de Proteção ao Idoso, o grupo ligava para as possíveis vítimas oferecendo renegociação de boletos e cartão de crédito. Assim que ganhava confiança, solicitava fotos de RG, comprovantes e dados bancários. A artimanha permitia abrir contas digitais e financiar compras sem que os titulares percebessem. Reportagem do GZH detalha que parte dos investigados chegou a dopar idosos para acelerar a captação de senhas.
“Utilizando identidades falsas, os investigados prometiam vantagens financeiras, fazendo com que os idosos só percebessem o golpe posteriormente, ao constatarem novas dívidas ou o desvio de benefícios previdenciários.”
Intimidação, crescimento de vítimas e alerta nacional
Além do estelionato, os inquéritos relatam agressões físicas e ameaças para impedir que as vítimas denunciassem o caso. Um dos idosos foi espancado após buscar ajuda policial. Embora apenas 19 boletins tenham sido formalizados, a polícia encontrou listas com cerca de 400 nomes — indicativo de que o golpe pode ter abrangência nacional.
Crimes contra a população idosa crescem em todo o país: dados do Ministério da Justiça apontam aumento de 18% nas ocorrências de estelionato envolvendo maiores de 60 anos entre 2022 e 2023. Especialistas sugerem atenção redobrada a ofertas de renegociação por telefone e conferência periódica de extratos bancários.
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Crédito da imagem: Polícia Civil/Divulgação