Trocas em 10 estados e no DF reposicionam partidos e pré-candidatos
PSD – Com seis governos sob seu guarda-chuva após a janela de desincompatibilização concluída em 4 de abril, o partido saiu como a sigla mais fortalecida no novo mapa estadual que antecede a eleição de 2026.
- Em resumo: 11 governadores deixaram o cargo; PSD lidera nos estados, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro ganham palanques estratégicos.
Renúncias criam efeito dominó de alianças regionais
A dança das cadeiras envolveu dez estados e o Distrito Federal, abrindo espaço para nomes como Mailza Assis (PP) no Acre e Celina Leão (PP) no DF, ambas alinhadas à pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Já levantamento da CNN Brasil indica que Lula manteve 11 apoios estaduais, mesmo perdendo o Espírito Santo após a posse de Ricardo Ferraço (MDB).
“Com o fim do prazo de desincompatibilização, no último sábado (4), dez estados e o DF têm novos governadores.”
O que muda na prática para 2026
Além da força numérica, o PSD agora controla colégios eleitorais estratégicos como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Isso garante tempo de TV e influência sobre bancadas locais, ativos decisivos em convenções partidárias.
Para Flávio Bolsonaro, a entrada de governadoras do PP adiciona palanques na Região Norte e no Centro-Oeste, regiões onde o PL já tem voto consolidado. Lula, por sua vez, preserva o Nordeste quase intacto: nove dos 11 estados que o apoiam estão ali, sustentando o corredor eleitoral que lhe garantiu vitórias recentes.
Outro ponto sensível é a sucessão indireta no Amazonas: a Constituição estadual prevê eleição pela Assembleia em até 30 dias para escolher quem concluirá o mandato até 2026, cenário que pode alterar, novamente, a correlação de forças.
O que você acha? As mudanças antecipam a disputa nacional ou ainda há espaço para reviravoltas regionais? Para mais análises sobre o xadrez eleitoral, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Arte g1