Movimento inédito sinaliza frente ampla para 2026 no Estado
Edegar Pretto anunciou, na última quinta-feira (9), a retirada de sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul e declarou apoio à ex-deputada Juliana Brizola. A manobra, alinhada à direção nacional do PT, rompe uma tradição de três décadas do partido de lançar chapa própria ao Piratini.
- Em resumo: PT abre mão da cabeça de chapa e endossa Juliana Brizola para fortalecer aliança com PDT.
Bastidores da negociação com o PDT
A decisão nasceu de conversas reservadas entre cúpulas petista e pedetista, intermediadas pelo Planalto. Conforme dados apurados pela Reuters, o presidente Lula orientou aliados a priorizar palanques regionais capazes de ampliar sua base no Congresso em 2026.
“O objetivo é consolidar um projeto coletivo, deixando de lado candidaturas individuais”, justificou Pretto após reunião com PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.
O que muda na disputa pelo Piratini
Esta é a primeira eleição estadual em que o PT gaúcho não encabeçará a própria chapa — em 2022, o partido conquistou 26% dos votos com Beto Albuquerque em aliança semelhante. Analistas lembram que, desde a redemocratização, siglas de centro-esquerda somam quatro vitórias no Estado, mas raramente unificadas. A convergência atual tenta evitar a fragmentação que favoreceu a direita no último pleito.
Além disso, Juliana Brizola herda o capital político histórico do seu avô, Leonel Brizola, governador em 1959 e 1982, o que pode atrair eleitores trabalhistas e dar musculatura à coligação. Internamente, discute-se se Pretto assumirá a vice ou buscará vaga na Câmara, opções que mantêm seu nome em evidência e asseguram representatividade petista na chapa majoritária.
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Crédito da imagem: Divulgação / PDT