Correção em público revela disputa pela narrativa sobre segurança das brasileiras
Lula ouviu, em pleno Palácio do Planalto, uma intervenção da primeira-dama Janja da Silva que ajustou seu discurso ao citar “cinco mil homens” presos por violência de gênero, reforçando a dimensão masculina do crime.
- Em resumo: Janja interrompeu o presidente para enfatizar que todos os quase 5 mil detidos eram homens.
Lei do vicaricídio endurece penas; ainda falta prevenção
O pacote sancionado cria o crime de vicaricídio, cuja punição pode chegar a 40 anos. A tipificação mira agressores que atacam filhos ou parentes para ferir psicologicamente a mulher. Especialistas lembram que o Brasil já possui a terceira maior taxa de feminicídios das Américas, segundo levantamento compilado pela Reuters.
“Daqui a pouco teremos cadeias lotadas por violência contra a mulher”, alertou Lula, defendendo leis rigorosas sem perder de vista ações educativas.
Interferências públicas viram estratégia contra gafes
Esta não é a primeira vez que Janja ou a comunicação do governo faz correções ao vivo. Na semana anterior, o ministro Sidônio Palmeira sugeriu que o presidente mencionasse o PIX durante evento em Salvador — gesto que viralizou positivamente. A tática busca evitar deslizes como o comentário, em 2024, que associou torcedores corintianos ao aumento de agressões.
Plataformas digitais entram na mira do Planalto
Lula criticou a falta de regulação das redes sociais, afirmando que conteúdos misóginos circulam livremente entre adolescentes. Para o governo, sem cobrança efetiva às “big techs”, pais e escolas ficam de mãos atadas. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 73% das jovens afirmam já ter sofrido violência on-line, panorama que pressiona o Congresso por regras mais firmes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert – Presidência da República