Relatório expõe população vulnerável abandonada em meio ao conflito
Humanity & Inclusion – Em 9 de abril de 2026, a organização divulgou um documento que define como “catastrófico” o quadro humanitário no Sudão, ressaltando que pessoas com deficiência enfrentam riscos extremos para obter abrigo, água e medicamentos.
- Em resumo: ONG denuncia barreiras físicas e de acesso que deixam milhares de sudaneses com deficiência sem assistência básica.
Conflito prolongado isola civis e paralisa rotas de ajuda
A guerra civil, reiniciada há quase três anos, destruiu estradas estratégicas e postos médicos, bloqueando comboios de mantimentos, segundo dados compilados pela agência Reuters. O relatório da Humanity & Inclusion afirma que 70% dos centros de reabilitação do país estão fechados ou foram saqueados.
“Sem próteses, cadeiras de rodas ou fisioterapia, a independência dessas pessoas desaparece, e o risco de morte aumenta”, alerta o documento da ONG.
Escalada de deslocamentos agrava crise de acessibilidade
De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, mais de 8 milhões de sudaneses já abandonaram suas casas desde 2023. A maioria busca refúgio em acampamentos improvisados nas fronteiras, onde rampas, pisos nivelados e sanitários adaptados são praticamente inexistentes. Especialistas lembram que, em crises anteriores no Chifre da África, a falta de infraestrutura inclusiva triplicou a taxa de mortalidade entre pessoas com mobilidade reduzida.
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Crédito da imagem: Divulgação / Humanity & Inclusion