Custódia indefinida pressiona investigação sobre desaparecimento de três pessoas
Policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, teve a detenção transformada em prisão preventiva, medida que mantém o agente na carceragem do Batalhão de Operações Especiais, em Porto Alegre, até novo posicionamento judicial.
- Em resumo: Justiça acolhe pedido da Polícia Civil e retira prazo para a libertação do principal suspeito.
Inquérito entra na fase de conclusão
Segundo o delegado Anderson Spier, o relatório final deve ser entregue ao Judiciário até 20 de abril. A equipe trabalha com três crimes já configurados — feminicídio, duplo homicídio e ocultação de cadáver — e aponta “elementos suficientes para o indiciamento”. O PM, ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, 48, permaneceu em silêncio ao ser intimado a depor na última segunda-feira.
“O inquérito está nos ajustes finais, faltando apenas diligências pontuais antes do envio à Justiça”, destacou Spier.
Disputa familiar e bens sob suspeita
Duas linhas de motivação guiam os investigadores: a tensão sobre a criação do filho do casal — portador de restrições alimentares — e questões patrimoniais ligadas aos bens da família Aguiar. Silvana sumiu em 24 de janeiro; os pais, Isail Vieira, 69, e Dalmira Germann, 70, desapareceram no dia seguinte. A mãe procurou o Conselho Tutelar duas semanas antes relatando divergências com o militar.
Números recordes de feminicídio ampliam a preocupação
A apreensão pública cresce em um Estado que registrou 97 feminicídios em 2023, segundo dados compilados pelo G1. O caso de Cachoeirinha, portanto, não é um ponto fora da curva, mas parte de um cenário de violência de gênero em alta. Especialistas apontam que a conversão para preventiva evita possíveis pressões sobre testemunhas e preserva provas digitais já alvo de suposta fraude processual por três outros investigados.
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Crédito da imagem: Divulgação / RBS TV