Inserção profissional vira ferramenta de superação pós-enchente
Programa Partiu Futuro Reconstrução – Nesta quinta-feira (9), a segunda edição da iniciativa recebeu 73 aprendizes no auditório do CanoasPrev, reforçando a estratégia de retomar a economia local após as enchentes que devastaram o município.
- Em resumo: jovens de 14 a 22 anos ganharam emprego remunerado por 12 meses em órgãos públicos.
Como funciona a jornada de 12 meses?
Criado pelo Governo do Estado em conjunto com a prefeitura, o programa combina formação teórica ministrada pela Demà/Renapsi com atividades práticas em secretarias municipais. Esse modelo replica o formato do Jovem Aprendiz nacional, mas com foco específico em famílias inscritas no CadÚnico que perderam bens na enchente de setembro. De acordo com dados do GZH, Canoas está entre as cinco cidades gaúchas com maior número de imóveis danificados, o que aumenta a relevância de iniciativas de inserção rápida no mercado.
“Estamos falando de uma oportunidade real de transformação na vida desses jovens e de suas famílias”, afirmou o prefeito Airton Souza, destacando que a cidade ainda contabiliza prejuízos da ordem de R$ 1,3 bilhão após o evento climático.
Por que a ação importa para o futuro de Canoas?
Estima-se que a taxa de desemprego entre gaúchos de 18 a 24 anos gire em torno de 22%, segundo o IBGE. Ao absorver mão de obra em situação de vulnerabilidade, Canoas evita o êxodo de talentos e injeta renda trimestral aproximada de R$ 540 mil na economia local, considerando salários mínimos para os 73 contratados. Além disso, a experiência em setores públicos como Educação e Segurança capacita os participantes para vagas definitivas após o término do contrato.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Canoas