USP investe R$ 89 mi na PocketFab, mini fábrica de chips

Fernanda Soares Sassi
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Projeto modular promete sacudir o mercado brasileiro de semicondutores

PocketFab — Anunciada pela USP em janeiro de 2026, a fábrica de 150 m² quer entregar chips nacionais em escala industrial sem depender das enormes “clean rooms” convencionais.

  • Em resumo: investimento de R$ 89 milhões mira 10 milhões de chips/ano já na primeira célula.

Dez unidades planejadas e foco inicial em carros inteligentes

Cada minicélula reproduz todas as etapas críticas de litografia e encapsulamento, mas com equipamentos compactos e reconfiguráveis. Segundo a Escola Politécnica, a produção atenderá, primeiro, sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) e sensores para manutenção preditiva. A ambição é escalar para 60 milhões de componentes por ano quando as dez unidades estiverem ativas. A divisão de papéis é clara: a USP desenha os circuitos, enquanto o SENAI-SP cuida da validação industrial e da formação de técnicos — estratégia que ecoa boas práticas adotadas em polos de Taiwan, de acordo com relatório do Canaltech.

“É uma fábrica modular, flexível e sustentável, pensada para ser portátil e escalável”, resume Marcelo Knörich Zuffo, coordenador do Centro de Inovação da USP.

Por que a iniciativa importa para a balança tecnológica do Brasil

O Brasil gastou quase US$ 6 bilhões em semicondutores em 2025, 45% desse total vindo da China. Como mais de 85% dos chips consumidos ainda são importados, qualquer produção local ganha relevância estratégica. A PocketFab pretende reduzir gargalos críticos que paralisaram montadoras durante a recente crise global de componentes e, ao mesmo tempo, criar até 500 empregos qualificados por polo.

Especialistas lembram que, mesmo respondendo por apenas 1% da cadeia global, o país dispõe de reservas de terras raras, energia limpa e demanda interna robusta — trio que pode tornar o modelo portátil atraente para investidores regionais. Caso a meta de chegar a 2% de participação mundial até 2033 seja cumprida, o Brasil deixa de ser apenas comprador para disputar fatias de nichos como internet das coisas e dispositivos médicos.

O que você acha? A PocketFab pode inaugurar uma rota sustentável para a indústria de chips no país? Para mais análises sobre tecnologia nacional, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / USP

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Fernanda Soares Sassi é colaboradora do Mostrando pra Você, com foco em tecnologia, inovação e tendências digitais. Atua na produção de conteúdos sobre novidades do setor tecnológico, redes sociais, inteligência artificial e impacto da tecnologia no cotidiano. Seu trabalho busca apresentar informações de forma clara e atualizada, ajudando o leitor a entender as transformações digitais e como elas influenciam a vida moderna.