Reorganizar trabalho pode ampliar consumo e enfrentar crise, diz ex-ministro
Edinho Silva – presidente do PT e ex-ministro – alertou, em jantar-debate na última quinta-feira (9.abr.2026), que a discussão sobre a escala 6×1 precisa fugir de “atalhos ideológicos” e se apoiar em critérios econômicos para responder à crise global de consumo.
- Em resumo: Silva vê na redução de jornada uma alavanca para contratar mais gente e destravar o poder de compra.
Por que a jornada 6×1 virou pauta urgente?
A modalidade, comum no comércio brasileiro, prevê seis dias de trabalho para um de descanso. Segundo o ex-ministro, o modelo já não acompanha a produtividade acelerada por automação e inteligência artificial. Estudos da Organização Internacional do Trabalho citados pela Reuters mostram que países que flexibilizaram horas semanais registraram aumento de empregos na base produtiva.
“O debate da jornada 6 por 1 não é só um direito trabalhista; é também resposta à crise econômica estrutural que estamos vivendo hoje”, afirmou Edinho.
Impacto na mobilidade e no consumo de massa
Silva lembrou que 22 milhões de brasileiros não conseguem arcar com transporte público, o que limita o acesso ao emprego formal. Ampliar turnos e diminuir horas, argumenta, pode melhorar a ocupação de vagas próximas às comunidades e estimular o comércio local. Em 2017, a reforma trabalhista já autorizou acordos setoriais para reduzir cargas horárias sem perda salarial, mas falta regulamentação específica para o 6×1.
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Crédito da imagem: Divulgação / Poder360