Alta de preços pressiona orçamento gaúcho e surpreende analistas
Porto Alegre volta a liderar o ranking negativo da inflação ao consumidor, registrando 1,11% na primeira leitura semanal do IPC-S de abril e ficando atrás somente de Salvador.
- Em resumo: Capital gaúcha superou Rio, São Paulo e outras quatro cidades no avanço de preços.
Escalada generalizada: da Bahia ao Sul, ninguém escapou
Segundo a FGV, todas as sete capitais monitoradas aceleraram. O caso mais agudo foi Salvador, que saltou de 1,19% para 1,88%, enquanto Recife, Rio de Janeiro e Brasília também sentiram o impacto. Os dados refletem, sobretudo, reajustes em alimentos in natura e combustíveis, de acordo com análise publicada pela Reuters.
Na média nacional, o IPC-S avançou de 0,67% para 0,91%, acumulando 3,87% em 12 meses, aponta a Fundação Getulio Vargas.
Por que o bolso do gaúcho sente mais?
Economistas locais destacam que o encarecimento da cesta básica em Porto Alegre tem sido sistemático desde o início do ano, impulsionado pela quebra de safra no Estado e pela recuperação da demanda pós-férias. Nos supermercados, itens como arroz e feijão já subiram mais de 5% só em março, segundo levantamento do Dieese. Além disso, o reajuste no preço da gasolina — que responde por quase 6% do peso do índice na capital — adicionou pressão extra.
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Crédito da imagem: Divulgação / O Sul