Alerta vermelho em infraestrutura que carrega 99% do tráfego mundial
OTAN — A aliança atlântica colocou navios, drones e aviões em patrulha permanente no Mar Báltico desde janeiro, numa tentativa emergencial de blindar a rota de dados que sustenta a economia digital global.
- Em resumo: Autoridades temem cortes intencionais em cabos que poderiam derrubar a internet de regiões inteiras.
Patrulha 24h no Báltico expõe “frota das sombras”
A operação Baltic Sentry monitora cargueiros e petroleiros sem identificação clara, apelidados de “frota das sombras”, ligados a interesses russos. Já o Reino Unido relatou submarinos realizando “atividades nefastas” em dutos e cabeamentos críticos, ampliando a pressão internacional. Segundo análise do TechCrunch, 400 cabos cruzam oceanos somando 1,3 milhão de km — boa parte em águas vulneráveis.
“Mesmo cabos armados com fios de aço têm o diâmetro aproximado de uma bola de pingue-pongue”, alertam especialistas citados pelo Wall Street Journal.
Ásia redireciona rotas; IA acelera a construção de novos links
Do outro lado do planeta, Taiwan endureceu leis e reforçou a guarda costeira; operadoras desviam cabos do disputado Mar da China Meridional para rotas a leste das Filipinas. A corrida por capacidade para inteligência artificial empurrou o número de projetos de 66 em 2020 para 119 em 2025, de acordo com a TeleGeography.
Analistas lembram incidentes históricos, como o corte do cabo SEA-ME-WE 4 no Egito em 2013, que reduziu a velocidade da internet em partes da África e do Oriente Médio. Cada reparo em alto-mar pode custar até US$ 1 milhão e levar semanas, gerando prejuízos bilionários para bancos, bolsas de valores e serviços de streaming.
Soluções vão além do aço: sensores a laser (DAS) detectam vibrações de âncoras a quilômetros de distância, enquanto dispositivos autônomos batizados de Seabed Sentry vigiam pontos estratégicos por meses sem retorno à superfície.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters