Postagem deletada acirra tensão no Oriente Médio e expõe mediador
Khawaja Muhammad Asif – o ministro da Defesa do Paquistão descreveu Israel como “Estado cancerígeno” em rede social nesta quinta-feira (9.abr.2026), inflamando as negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã que Islamabad tenta costurar.
- Em resumo: Ataque verbal de Asif gerou protesto imediato do gabinete de Benjamin Netanyahu.
Recuo online não estanca repercussão diplomática
Apesar de apagar a publicação, o ministro manteve acusações de “genocídio” no Líbano e em Gaza. O gabinete do premiê israelense chamou o comentário de “ultrajante” e incompatível com a posição de mediador. Como mostrou a agência Reuters, Israel intensificou operações contra o Hezbollah enquanto paquistaneses tentam salvar as conversas de paz.
“O apelo do ministro da Defesa do Paquistão pela aniquilação de Israel é ultrajante. Não é uma declaração que possa ser tolerada de qualquer governo.” — nota do gabinete de Benjamin Netanyahu
Contexto: histórico paquistanês e escalada regional
Islamabad nunca reconheceu o Estado israelense e, desde 1947, alinha-se a causas palestinas. Porém, a atual mediação marcou rara aproximação funcional entre os países. Especialistas lembram que o Paquistão teme que um conflito ampliado no Líbano arraste o Irã — seu vizinho de fronteira — para uma guerra aberta, afetando rotas comerciais e segurança energética na Ásia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Poder360