Entenda por que o demonstrativo de evolução do débito virou arma do consumidor
Banco Central – A autoridade monetária reforçou recentemente que todo cliente tem direito a receber, sem custo, o documento que detalha a trajetória da dívida contraída com instituições financeiras, passo essencial para identificar possíveis cobranças indevidas e negociar melhores condições.
- Em resumo: o demonstrativo de evolução do débito pode apontar juros abusivos e taxas duplicadas antes que você aceite a cobrança.
Quais documentos pedir ao banco para checar a dívida
Especialistas em direito do consumidor explicam que o primeiro arquivo a solicitar é o Demonstrativo de Evolução do Débito (DED), que lista cada parcela paga, encargos aplicados e saldo remanescente. Também vale requerer o extrato analítico, onde aparecem tarifas, seguros e IOF. De acordo com análise publicada pelo G1, mais de 70 milhões de brasileiros enfrentam dívidas ativas, o que torna esses documentos ainda mais relevantes.
“Art. 42 do Código de Defesa do Consumidor: o cliente cobrado em quantia indevida tem direito à restituição em dobro, acrescida de correção monetária e juros legais.”
Como o relatório ajuda na contestação e na renegociação
Com o DED em mãos, é possível comparar a taxa contratada com a efetivamente praticada, identificar capitalização de juros não autorizada e contestar acréscimos no Procon ou na Justiça. Segundo dados da Serasa Experian, 27% das renegociações realizadas em 2023 envolveram revisão de encargos, resultando em descontos médios de 38% no valor final.
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Crédito da imagem: Divulgação / O Antagonista