Especialistas vão além do projeto e expõem o que pode mudar na Capital
Operação Urbana Consorciada do Arroio Dilúvio – Na próxima terça-feira, 14 de abril, às 18h, a intervenção que promete reconfigurar uma das principais bacias hidrográficas de Porto Alegre entra em pauta num debate gratuito na sede do SindBancários. O encontro faz parte do ciclo “Que Cidade é Essa?”, criado para provocar reflexão crítica sobre o planejamento urbano da Capital.
- Em resumo: especialistas e lideranças comunitárias alertam para riscos ambientais e sociais da proposta.
Riscos hidrometeorológicos no foco dos urbanistas
O professor Guilherme Oliveira, da UFRGS, apresentará análise técnica que detalha alterações no uso do solo, na dinâmica hídrica e na ocupação das margens do arroio. Estudos recentes publicados pelo GZH indicam aumento de 30% na frequência de eventos extremos na região metropolitana, fator que pode agravar enchentes caso o manejo das águas não seja prioritário.
“A dinâmica hídrica da região exige atenção redobrada a eventos extremos; qualquer intervenção deve minimizar riscos, não ampliá-los”, ressalta Guilherme Oliveira.
Impacto social: territórios tradicionais e moradia popular
Onir de Araújo, da Frente Quilombola do RS, e a líder comunitária Jane Brochado, da Vila São Judas Tadeu, lembram que grandes obras costumam deslocar populações vulneráveis sem garantias claras de reassentamento. Porto Alegre já perdeu mais de 10 mil residências populares em projetos viários desde os anos 1990, segundo levantamento da FEE. A vereadora Juliana Souza (PT) promete expor o status da proposta na Câmara e discutir contrapartidas legais para mitigar desigualdades.
O que você acha? A Operação Dilúvio equilibra desenvolvimento e proteção social? Para mais análises sobre o RS, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Casca Instituto Socioambiental