Relatório recente sugere avanço iraniano apesar das sanções americanas
Estados Unidos – Vinte anos depois de adotar uma política de “pressão máxima” para barrar um Irã nuclear, Washington ainda busca provar que sua estratégia realmente funcionou.
- Em resumo: sanções, sabotagens e diplomacia não impediram Teerã de chegar perto de material físsil suficiente para uma bomba.
Metas originais ainda no papel
No início da campanha, o governo norte-americano fixou dois objetivos centrais: impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear e reduzir drasticamente suas capacidades balísticas. Contudo, relatórios recentes do órgão de monitoramento atômico da ONU indicam que o estoque de urânio enriquecido no país ultrapassa em várias vezes os níveis pactuados no acordo de 2015, segundo dados citados pela Reuters.
“O estoque de urânio enriquecido do Irã é agora 18 vezes superior ao limite do Plano de Ação Conjunto”, aponta resumo confidencial da AIEA obtido pela imprensa internacional.
Consequências regionais e próximos passos
Especialistas observam que, enquanto a Casa Branca anunciava novos pacotes de sanções, Teerã fortalecia alianças com grupos aliados no Iêmen, Iraque e Líbano, ampliando sua influência militar na região. Esse movimento tornou qualquer ação direta dos EUA mais arriscada, já que a resposta poderia vir em múltiplas frentes.
Do lado diplomático, a retirada unilateral de Washington do acordo nuclear em 2018 é vista por analistas como um ponto de inflexão: desde então, o Irã retomou centrifugadoras avançadas e acelerou o enriquecimento de urânio a níveis próximos aos necessários para um artefato bélico. Economistas notam, porém, que a economia iraniana sofreu forte contração e enfrenta inflação elevada, mostrando que a pressão financeira teve custo real para Teerã.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters