Dados inéditos conectam cotas à redução de desigualdades no estado
Cedra – Recentemente, o Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais divulgou análise que bate de frente com a Lei 19.722/2026, ao defender a expansão de ações afirmativas no ensino superior e no mercado de trabalho catarinense, sob o risco de frear avanços sociais e econômicos.
- Em resumo: Relatório prova que restringir cotas pode manter o dobro de desemprego entre negros e limitar seu acesso a cargos de liderança.
Lei 19.722/2026 sob pressão de números contundentes
O estudo traz dados de 2012 a 2023 que revelam: pessoas negras seguem recebendo até 33% menos que as brancas, mesmo com diploma universitário. O contraste desafia a norma sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL), que vetou qualquer reserva de vagas por critério racial. Especialistas lembram que decisões semelhantes já foram questionadas no Supremo Tribunal Federal e, segundo apuração da Reuters, têm grande chance de reversão quando ferem o princípio da isonomia.
“A redução ou restrição de políticas voltadas à equidade racial irá, inevitavelmente, dificultar o acesso de pessoas negras a posições estratégicas no mercado de trabalho”, frisa o documento do Cedra.
Impacto econômico: renda menor mina competitividade catarinense
Em 2023, Santa Catarina registrou o segundo menor índice de desemprego do país, segundo o IBGE. Ainda assim, o rendimento médio da população negra ficou abaixo de R$ 5 mil, enquanto a branca superou R$ 5,8 mil. Para economistas, manter esse hiato inviabiliza a meta estadual de chegar ao topo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nacional, pois reduz consumo, arrecadação e inovação.
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Crédito da imagem: Divulgação / Cedra