Descubra como um arsenal de Kevlar e náilon amortizou o pouso no Pacífico
Orion voltou à Terra na noite da última sexta-feira (10), amerissando no oceano Pacífico, próximo a San Diego, às 21h07 (horário de Brasília), e só pôde fazê-lo graças a um complexo sistema de 11 paraquedas desenvolvido pela NASA.
- Em resumo: os paraquedas derrubaram a velocidade de 32 000 km/h para apenas 27 km/h, evitando impacto fatal.
Velocidade domada em quatro atos têxteis
Logo após a reentrada, o escudo térmico reduziu o ritmo para cerca de 560 km/h. A partir daí entrou em cena uma coreografia milimétrica: um paraquedas de cobertura em Kevlar abriu caminho, dois de frenagem estabilizaram a cápsula, três pilotos puxaram os gigantescos três principais, que enfim frearam a Orion até a velocidade de um carro em área urbana, descreveu Jared Daum, líder do sistema, em entrevista reproduzida pela The Verge.
“Com estes paraquedas, você só tem uma oportunidade e eles precisam funcionar”, lembrou Daum, destacando a impossibilidade de reparos em pleno voo.
Redundância total: o seguro de vida dos astronautas
Cada um dos quatro tipos de velas possui unidades reservas: se um falhar, outro assume instantaneamente. A lógica de “camada sobre camada” faz parte da cultura de segurança da NASA desde a era Apollo e foi refinada em testes de queda no deserto do Novo México e em voos sem tripulação, como a Artemis I, em 2022. Analistas do setor estimam que o desenvolvimento desse conjunto custou cerca de US$ 200 milhões, mas o valor é considerado baixo diante do risco de perder a tripulação—e o cronograma que mira um pouso lunar tripulado em 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA