Reunião decisiva pode redesenhar as chapas de esquerda no Rio Grande do Sul
PT – A sigla marcou para a próxima segunda-feira (13) a votação que tende a oficializar o apoio à candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul, movimento que promete reconfigurar o bloco progressista no Estado.
- Em resumo: petistas devem homologar coligação com PDT, PV, Rede, PCdoB e PSB, alargando a frente contra a extrema-direita.
Costura política ganha força nos bastidores
A tendência de aliança avançou depois que Edegar Pretto retirou sua pré-candidatura e propôs uma “frente política” em torno de Brizola. Fontes ouvidas pelo portal G1 afirmam que a recomendação do diretório nacional petista foi decisiva para acelerar o entendimento.
“A indicação de Brasília já está encaminhada; resta apenas o carimbo do diretório gaúcho”, confirma interlocutor próximo à executiva estadual.
O que muda no tabuleiro eleitoral gaúcho
Com a união, Juliana herda a estrutura do PT, partido que governou o Estado entre 2011 e 2015. Além disso, carrega o peso simbólico do sobrenome Brizola: seu avô, Leonel Brizola, foi governador em duas ocasiões e figura lendária na política sul-rio-grandense. A convergência pode impulsionar a pedetista numa disputa historicamente fragmentada; em 2022, nenhum candidato de esquerda superou 27% dos votos no primeiro turno.
Fora do bloco, o PSOL ainda discute internamente se adere ou lança nome próprio. Caso feche questão, a legenda adicionaria cerca de 5% de um eleitorado urbano e jovem, volume capaz de definir quem avança ao segundo turno, segundo levantamento do Instituto Methodus divulgado no mês passado.
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Crédito da imagem: Divulgação / PDT