Número de feridos ultrapassa 6 mil enquanto o dia mais letal somou 357 vítimas
Ministério da Saúde do Líbano informou que, desde 2 de março, 1.953 pessoas morreram e 6.303 ficaram feridas em decorrência de bombardeios israelenses, refletindo a escalada no confronto com o Hezbollah.
- Em resumo: Apenas na última quarta-feira, 357 libaneses foram mortos em ataques aéreos, segundo autoridades locais.
Escalada entre Israel e Hezbollah causa maior saldo de civis desde 2006
Os novos números reforçam a aceleração do conflito, que reacendeu após os disparos cruzados ocorridos no sul do Líbano no fim de 2023. De acordo com dados da agência Reuters, a fronteira permaneceu como um dos pontos mais tensos da região, obrigando milhares de moradores a deixarem suas casas.
“Lebanese officials said at least 357 people were killed in a single day of Israeli attacks on Wednesday, with a ‘very large number of remains’ yet to be identified.”
Diplomacia corre contra o relógio para estancar novos bombardeios
Enquanto caças seguem sobrevoando o sul libanês, representantes de Israel e do Líbano conduziram uma rara ligação telefônica, uma tentativa de manter canais abertos em meio ao fogo crescente. A pressão internacional aumenta: o Conselho de Segurança da ONU já alertou que um conflito em larga escala poderia paralisar as rotas de energia que cruzam o Mediterrâneo e agravar a crise humanitária na Faixa de Gaza.
Em 2006, a guerra entre Israel e Hezbollah durou 34 dias e deixou mais de 1.100 libaneses mortos, segundo cálculos da ONU. Especialistas lembram que o atual cenário é potencialmente mais explosivo, pois envolve sistemas de mísseis de maior alcance e alianças regionais redesenhadas após o acordo de normalização entre Israel e vários países árabes.
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Crédito da imagem: Divulgação / AFP