Bestsellers escritos por eles não garantem leitores masculinos
Confederação Brasileira do Livro (CBL) — Pesquisa divulgada recentemente mostra que só 39% dos homens leram pelo menos um livro em 2023, enquanto 61% das mulheres mantiveram o hábito, escancarando uma diferença que vai além de simples preferência de gênero.
- Em resumo: Autores masculinos lideram as vendas, mas homens continuam lendo menos que mulheres.
Números que escancaram a lacuna de gênero
O dado da CBL não é isolado. Cruzando os resultados com pesquisas internacionais, como a apresentada pela BBC News sobre hábitos de leitura globais, percebe-se um padrão recorrente: países com forte presença de autores homens nos rankings também exibem menor participação masculina entre leitores. Especialistas associam o fenômeno à falta de representatividade temática e ao avanço de mídias digitais que competem pela atenção do público.
Levantamento da CBL indica que apenas 39% dos homens consumiram livros no ano passado, contra 61% de mulheres.
Como o mercado tenta virar a página
Editoras brasileiras já testam estratégias para equilibrar o público: clubes de assinatura com curadoria focada em masculinidades contemporâneas, campanhas em plataformas de streaming e parceria com influenciadores de nicho. Dados da Nielsen BookScan apontam que títulos de não-ficção ligados a desenvolvimento pessoal cresceram 18% entre leitores homens nos últimos dois anos, sinal de que há espaço para segmentação mais assertiva.
A longo prazo, projetos de incentivo à leitura em escolas e empresas têm sido considerados essenciais. O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) defende a inclusão de oficinas que discutam literatura sob a ótica da diversidade de protagonistas, o que poderia aproximar jovens do hábito antes que o gap de gênero se consolide.
O que você acha? Quais iniciativas realmente podem atrair o público masculino para as estantes? Para mais análises sobre o universo literário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CBL