Bitcoin pode ter sido concebido por figura chave da criptografia britânica, indica dossiê
Satoshi Nakamoto volta ao centro dos holofotes após apuração do New York Times que associa o pseudônimo ao criptógrafo Adam Back, reabrindo um debate que movimenta US$ 2,4 tri em valor de mercado.
- Em resumo: evidências linguísticas e cronológicas aproximam Back do white paper original, mas ele nega ser o criador.
Coincidências técnicas alimentam a suspeita
O relatório revela que Hashcash, protocolo criado por Back em 1997, é citado palavra por palavra no white paper do Bitcoin. A análise também comparou milhares de mensagens em fóruns e isolou padrões de escrita quase idênticos entre Back e o enigmático Satoshi. Segundo o The Verge, ferramentas de estilometria já ajudaram a identificar autores anônimos em casos anteriores, embora não constituam prova jurídica.
“Eu não sou o Satoshi”, afirmou Back à BBC, classificando a investigação como “viés de confirmação”.
Por que descobrir Satoshi importa para o mercado
Especialistas lembram que o detentor das carteiras atribuídas a Nakamoto controla cerca de 1,1 milhão de bitcoins — algo em torno de US$ 70 bilhões. Qualquer movimentação dessa quantia poderia mexer no preço global da criptomoeda e até abalar a confiança de investidores institucionais, que hoje disputam ETFs de bitcoin recém-aprovados pela SEC.
Desfecho ainda distante, mas pressão aumenta
Enquanto Craig Wright enfrenta derrotas judiciais e Dorian Nakamoto tenta levar vida pacata na Califórnia, Back se mantém ativo na Blockstream, empresa que desenvolve soluções para escalar a rede. Analistas observam que cada nova pista turbina ações regulatórias: a União Europeia, por exemplo, discute regras de transparência que podem forçar exchanges a rastrear grandes carteiras adormecidas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images