Janela partidária fecha e registro de candidatos se aproxima
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — faltando poucos meses para o primeiro turno de 4 de outubro, o órgão já bloqueia o cadastro do eleitor a partir de 7 de maio, consolidando a base que será usada nas urnas eletrônicas.
- Em resumo: quem ainda não tem título ou precisa transferir o domicílio só tem até 6 de maio para regularizar a situação.
De março a agosto: o roteiro obrigatório dos partidos
A etapa da janela partidária, encerrada em abril, autorizou 37 deputados federais a trocar de legenda sem risco de perder o mandato, segundo levantamento citado pela Reuters. A dança das cadeiras foi acompanhada de renúncias de ministros e governadores que pretendem disputar cargos em outubro, obedecendo à legislação que exige desincompatibilização.
“Pedidos de voto antes do dia 16 de agosto configuram propaganda antecipada e podem gerar multa”, alerta a Justiça Eleitoral.
Como o calendário impacta estratégias e eleitores
As convenções partidárias — marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto — definem quem, de fato, entrará na disputa por Presidência, 27 governos estaduais, 54 cadeiras do Senado e mais de 1,000 vagas em assembleias legislativas. O prazo final para oficializar esses nomes no TSE é 15 de agosto.
Após o registro, a campanha de rua e internet começa em 16 de agosto, enquanto rádio e TV só veiculam propaganda 35 dias antes da antevéspera da eleição. O rígido cronograma busca equilibrar exposição e controle de gastos; em 2022, o TSE removeu mais de 2,000 peças irregulares no período pré-oficial, número que pode voltar a crescer diante do uso intensivo de redes sociais e IA generativa.
O segundo turno, se necessário, ocorre em 25 de outubro, e a diplomação dos eleitos será até 19 de dezembro, encerrando o ciclo. Especialistas apontam que cada data é crítica para definição de alianças: atrasos no registro ou multas por propaganda antecipada costumam minar candidaturas competitivas ainda nos bastidores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado