Decisões podem mexer no xadrez político maranhense para 2026
Flávio Dino passou a concentrar no Supremo Tribunal Federal ao menos quatro investigações da Polícia Federal que miram o governador Carlos Brandão (PSB) e parentes, revivendo a tensão entre ex-aliados e projetando efeito direto na sucessão estadual.
- Em resumo: PF apura compra de vagas no TCE-MA e suposta interferência em julgamento de homicídio com elo familiar.
Quatro frentes, um relator: como as apurações se conectam
Os dossiês incluem suspeita de venda de cadeiras no Tribunal de Contas, tentativa de cooptar ministro do STJ e participação de um sobrinho de Brandão num caso de assassinato. Em março, Dino pediu a André Mendonça acesso às provas da Operação Sem Desconto, que envolve o senador Weverton Rocha, aliado do governador – detalhe noticiado pela Reuters.
“A Lei Orgânica da Magistratura veda manifestação sobre processos em curso”, respondeu o gabinete do ministro ao ser questionado sobre motivação política.
Do plenário ao palanque: impactos eleitorais e jurídicos
Brandão atribui viés eleitoral às decisões, alegando que Dino estaria pavimentando a candidatura do vice Felipe Camarão (PT) ao Palácio dos Leões. Já o ex-ministro sustenta haver “conexão probatória” entre os inquéritos, justificando sua relatoria. Especialistas lembram que governadores têm foro no STJ, mas, se a investigação alcançar congressistas ou conselheiros com prerrogativa distinta, o caso sobe ao STF.
Além de tensionar a base governista, o impasse expõe o modelo de escolha de conselheiros do TCE-MA, alvo de ações por “tramitação secreta”. Em nota técnica da FGV, 17 estados ainda permitem critérios políticos para o tribunal de contas, um fator de risco para transparência fiscal.
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Crédito da imagem: Divulgação / STF