Suprema Corte já havia liberado atos, mas autoridades apertam cerco
Polícia Metropolitana de Londres deteve 212 manifestantes no último sábado (11/04), descumprindo decisão da Suprema Corte que considerou ilegal a proibição ao grupo Palestine Action e reacendendo o debate sobre liberdades civis no Reino Unido.
- Em resumo: mesmo com a lei antiterror suspensa, agentes arrastaram idosos e usaram força para esvaziar a Trafalgar Square.
Por que a repressão voltou?
Após sinalizar que cessaria detenções, a corporação reviu a própria orientação e anunciou, dias antes do ato, que qualquer apoio público ao Palestine Action poderia resultar em prisão — linha dura que contrasta com o veredito judicial e, segundo relato publicado pela Reuters, gera críticas de parlamentares e juristas sobre possível abuso de poder.
“As detenções contrariam a decisão judicial. O governo tenta enquadrar protestos políticos como ameaça à segurança nacional”, afirmou a organização Defend Our Juries, responsável pela convocação do ato.
Consequências políticas e possíveis precedentes
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, já obteve autorização para recorrer da sentença que derrubou o veto ao Palestine Action; o julgamento está marcado para o fim de abril. Especialistas alertam que o veredito poderá definir até onde vai o direito de protesto no país — discussão que ganha urgência após a aprovação do Public Order Act, lei que ampliou poderes policiais desde 2023.
Além da repercussão jurídica, a transmissão ao vivo feita pela Band exibiu imagens de Robert Del Naja, do Massive Attack, sendo contido pelos policiais, reforçando o alcance internacional do episódio e pressionando o governo a explicar o uso da legislação antiterror em manifestações pacíficas.
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Crédito da imagem: Reuters / Divulgação